Extraoficialmente, a Lady Gaga lançou hoje o clipe do seu novo single - cujo número decimal eu não sei qual é e tampouco tive vontade de pesquisar - “Born This Way”, música que entoa a igualdade na sociedade em âmbitos quaisquer, seja a pessoa, como a própria letra sugere, gay, hetero, bi, lésbica, transexual, preta, branca, parda, albina ou oriental. De acordo com a MTV é, ainda, “o hino dos marginalizados”.
Entrementes, estou aqui para falar do videoclipe musical lançado hoje, que, em apenas 4 horas no ar, já contava com 40 mil “gostei”. O número de visualizações dos vídeos populares da VEVO, infelizmente, não é atualizado em tempo real, sendo que só depois de várias horas teremos o balanço verdadeiro de quantas pessoas assistiram ao manifesto da monstra mãe, como Gaga sugere no início da performance de Born This Way.
Até os 2:20 vê-se um show de efeitos especias nos quais ovos e uma shotgun saem da vulva de Lady Gaga, sugerindo o nascimento do bem e do mal. A partir disso, o videoclipe cai em total decadência e falta de criatividade, com Gaga dançando trajando um biquíni preto com correntes, fazendo total linha “Rihanna S&M chains and whips excite me”. Em seguida, Gaga aparece usando máscara de monstro com uma peruca cor-de-rosa. Na sequência, voltam os efeitos especiais que sugerem Lady Gaga parindo alguma coisa. Depois, ela continua a dançar com seus monster kids e aparece novamente com a peruca e a máscara.
Não sou fã da Lady Gaga, apenas aprecio a arte carregada da artista, mas para quem assistiu Bad Romance e Telephone, Born This Way deixou muito a desejar. Eu pensava que este seria o clipe que bateria as visualizações do Bieber e do Ludacris no Youtube, o que pode até acontecer, não pela qualidade, mas sim pela propaganda e pelo apelo criados em torno do mesmo.

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